
Para aplicar os fundamentos da Análise do Comportamento no dia-a-dia das pessoas que procuram o núcleo, o IDeA divide seu trabalho em duas etapas principais, complementares e paralelas: a Avaliação e a Intervenção.

Avaliação
Sob o ponto de vista do IDeA, avaliar é observar e identificar; observar as rotinas e as interações de uma criança com diversos ambientes; para identificar com clareza como ela se comporta, em que situações ela se comporta e quais as repercussões desses comportamentos.
Assim, é possível reconhecer padrões comportamentais no modo como a criança se relaciona com seu ambiente, possibilitando o entendimento de como tais padrões foram instalados no decorrer de sua vida, como são mantidos e como podem ser modificados.
Como avaliar?
Observando a criança em todos os ambientes em que ela vive, conhecendo suas rotinas e as pessoas com quem ela se relaciona. Para tanto, é preciso não só analisar a criança em interação com esses ambientes, mas conhecê-los intimamente, através de reuniões e entrevistas com a família, amigos e profissionais que trabalham com ela – educadores, médicos, funcionários; através de visitas a esses ambientes – escola, consultórios, a casa onde a criança mora; e, principalmente, através da observação atenta da própria criança em diversos ambientes e situações, dentro e fora do consultório.
Análise funcional
Com esses dados, o IDeA realiza uma Análise Funcional, onde cruza informações e levanta hipóteses sobre causas que potencialmente instalaram, minimizarram ou eliminaram comportamentos na criança; as hipóteses precisam ser testadas para confirmar a análise. Esses dados são mensurados e armazenados em protocolos de avaliação padronizados, comprovadamente validados por pesquisadores analistas do comportamento.
Qual o objetivo da avaliação comportamental?
O intuito principal desse processo de avaliação é identificar habilidades que precisam ser aprendidas e comportamentos que necessitam ser minimizados. Também é possível identificar, após essa fase, relações que estabeleceram os padrões comportamentais da criança.

Feita essa avaliação inicial, o IDeA elabora um Plano de Intervenção, com objetivos bem definidos, incluindo progressos a curto, médio e longo prazo. No plano, são traçadas as estratégias para solucionar os problemas identificados e modificar os ambientes onde a criança interage e as relações que ela estabelece. É importante lembrar que, durante todo o processo terapêutico, a avaliação continua para se garantir a efetividade das estratégias definidas.
Intervenção
Durante a fase da Intervenção, o IDeA passa a agir e modificar ambientes e relacionamentos da criança. Para tanto, conta com uma parceria com a família, escola e outros profissionais que já trabalham com a criança; através do trabalho em equipe, cria-se condições favoráveis ao desenvolvimento de recursos tecnológicos e metodologias de ensino capazes de facilitar a implementação do plano de intervenção.
O intercâmbio iniciado na fase de avaliação – quando o IDeA coletou dados importantes desses colaboradores – completa-se com os subsídios fornecidos pelo núcleo; quando necessário, o IDeA pode, inclusive, coordenar a construção de uma equipe de colaboradores.

Quais os objetivos da intervenção?
O objetivo primário da intervenção do núcleo IDeA é o planejamento de ambientes favoráveis à aprendizagem efetiva. O secundário, mas também importante, é fazer com que os comportamentos aprendidos se generalizem; ou seja, fazer com que ocorram de forma saudável nos outros ambientes com os quais a criança interage. Dessa maneira, ela será capaz de ter uma interação social mais proveitosa em vários outros contextos a partir do que foi aprendido em sessão.





